-->

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Tarot - 01 MAGO



E já são quase 20 anos de estudos com o Tarot... nessa caminhada uma das coisas que gosto muito é identificar os arcanos que estou vivendo e caminha-los da melhor forma possível, identificando o arcano conseguimos, conscientemente, nos entregar ao aprendizado mostrado e, se libertar para o próximo passo, ou próxima carta, ou próximo arquétipo...
Muitos colocam o início no louco, que pode levar o número 0 ou o número 22...

Enochian
Aqui, iniciaremos a jornada no 1, no MAGO e não no vazio do 0... afinal, depois de uns longos anos desse projeto guardadinho aqui no meu coração, eis que ele surge, no intento de toda semana chegar com um arcano, seguindo a jornada... abridor de caminho, MAGO, lá vamos nós!!!

O MAGO é isso, é o início da jornada, o início de um projeto, de um caminho que se decidiu trilhar! Recheado de otimismo, de criatividade, sabe quando começamos um curso novo e estamos apaixonados por aquelas descobertas, vívidos! Aquelas noites em claro escrevendo um projeto, ou a apostila de um curso, ou aquele carinha ou mocinha que acabou de sair e que desperta algo que ficamos sonhando com o tudo que pode dar certo... MAGO!
Na mitologia é Hermes, o mensageiro dos deuses, isto é, os momentos de início lidamos com o novo, não sabemos onde a coisa vai dar e, a intuição é um guia e Hermes é o guia das almas no Submundo... brincalhão, nem sempre aparece quando chamada, nem sempre tem respostas claras e objetivas, na verdade, acho que nunca é objetivo mas seguimos no calor das emoções otimistas que só os inícios nos alimenta, tateando o caminho ainda desconhecido, muito mais movido pela coragem do que pelo saber.
Hermes não nos responde pela via ‘normal’, a intuição sempre segue outras formas de nos guiar. Os deuses, apesar de sempre por perto, falam conosco em sua linguagem e precisamos nos concentrar para entender... as mensagens dos deuses podem vir num livro que abrimos numa página aleatória, ou aquela leitura esquecida na estante e, decidimos continuar nesse momento de direcionamento. Numa música que um amigo mandou no facebook ou um post que chega... enfim... olhos para ver e ouvidos para ouvir HERMES!
Marselha
No tradicional Tarot de Marselha, o Mago numa mão ele segura da varinha mágica, mostrando sua ligação com o mundo espiritual, na outra, segura uma moeda, mostrando o domínio sobre o mundo de matéria, é portanto um conhecedor desses dois mundo e, sabe que o mundo espiritual atua no mundo de matéria e, claro, sobre si mesmo. A mesa com tudo o que precisa para executar o seu trabalho nos remetendo ao domínio dos 4 elementos da natureza, afinal, antigamente era esses recursos que se tinha para executar qualquer trabalho.
O mago também é relacionado aos alquimistas, à magia de conciliar os elementos em busca da pedra filosofal... ou transformar o carbono em ouro... que, podemos entender como a busca pela iluminação, deixar-se fundir com os elementos que a vida nos apresenta para que, como carbono sejamos lapidado e transformados, permitindo que nossa essência dourada brilhante apareça... essa é a jornada do MAGO nos contos de fadas.
O conto de Aladim e a lâmpada Mágica, o jovem [a criança] encontro com o gênio que lhe concederá 3 desejos, permitindo assim que ele entre no mundo da matéria (desejo)... trilha o caminho entre o bem e o mal para manter a lâmpada a salvo do feiticeiro que a deseja roubá-la, apaixona-se pela jovem iluminada mais desejada da cidade, vive uma tremenda aventura até conseguir casar e ser feliz, e, de pobre menino vira Sudão, feliz e plenamente realizado.
Embora cheio de otimismo, o MAGO é apenas o início da aventura e por isso pode nos remeter ao ilusionismo das mágicas. O mago, ilusionista nos traz confiança, mas não sabedoria. Olhamos para ele e pensamos que sabemos, mas, como todo ímpeto adolescente não sabemos... claro! Estamos iniciando algo novo... que graça teria saber tudo que irá acontecer? E, será que Aladim teria esfregado a lâmpada se soubesse todos os problemas que iria enfrentar? A realização plena ou iluminação só é possível com as lapidações do caminho e, dores serão sentidas.
Ele conhece o mundo espiritual e o mundo de matéria, conversa com os deuses e com o Submundo, domina os 4 elementos, nos dá as ferramentas necessárias para trilhar toda a jornada, mas não nos diz que é um jornada fácil, nem todas as dicas, nem todas as possibilidades, talvez ele até diz, mas não teremos ouvido para ouvir, como uma aula de pós-doutorado na graduação, nem tudo é assimilado, ou aqueles filmes / livros que quando revemos percebemos coisas novas que não tínhamos visto antes.
Voltando para a história de Aladim, ele aprende com o gênio o poder da palavra... peça e será realizado. E, nesse momento que estamos dotado de muita energia e força, as palavras têm um poder incrível de materialização. Pensamentos emitidos podem atrair e moldar a realidade a ser vivida. O MAGO traz essa possibilidade de criarmos nossa realidade.
E embarcar nessa jornada implica viver as sincronicidades, que segundo Jung são coincidências significativas... tenho alguns relatos maravilhosos de sincronias que acontecem sempre que se inicia um grupo de estudos de Tarot, o que me dá certeza que de fato estamos adentrando no mundo do MAGO, ou seja, no mundo da magia! E, começamos assim nossa caminhada na estrada dos arquétipos dos arcanos maiores do TARO ... ou ROTA, e, deixe o mago entrar na sua vida, com todo seu otimismo, toda criatividade, que tudo que está dentro de você estagnado saia para fora e crie novos rumos!
Melhor momento para iniciar aquilo que você tanto quis? AGORA! Melhor lugar? AQUI!
Na certeza de sermos guiados pelos deuses, afinal HERMES é seu mensageiro!



Mais artes e interpretações do Mago:

Angelique
Ansata
X-1999
Dali


 
World Espirit
Vedic
Cerimonial Magic

Vertigo
Waite

Golden Dragon

Metamorphosis
Karma Tarot
Kelevala

Sailor Moon
Atelier Marie


terça-feira, 17 de novembro de 2015

MariAna


imagem editada de Glaucia Shigetomi

Inspirada com os acontecimentos em Mariana-MG, um breve conto que suspira em minha alma:
E foram anos e anos sofrendo calada... a exploração sentida no corpo, agressões inúmeras. Mexiam em seu corpo como bem queriam, até perfurações fizeram. E ela só podia sofrer calada, contendo suas lágrimas nos momentos de dor quando dilaceravam seu corpo... dar vazão às suas emoções, nunca! Ah, em muitos momentos ela quis gritar: Parem! Mas tamanha era a opressão que seu grito era silenciado e seu corpo explorado, sua riqueza arrancada.
Abençoadas eram as noites escuras e silenciosas, embora raras. Mas à luz da lua ela regozijava e recuperava suas forças porque saberia que a opressão continuaria, embora em seu seio guardava a esperança de um dia ele acordar e parar, libertá-la da exploração, voltar para os dias de paz, harmonia e, até mesmo amor... ah, aqueles tempos de poderem caminhar juntos, ela lhe fornecendo alimento para o corpo dele, ele fornecendo alimento para sua alma... bons tempos! Boas recordações...
Mas muitas luas se passaram nesse sofrimento silencioso, afinal, o que fazer? Fora assim com sua mãe, a mãe de sua mãe, a mãe da mãe de sua mãe... e, seria assim com sua filha...
Eis que desse pensamento surge-lhe um força ancestral que nem ela sabia de onde vinha, só ouvia Ana, sua antecessora suspirar em seu ouvido palavras de poder há tempos esquecidas, palavras de poder de toda sua linhagem! Até a lua temeu sua força e se refugiou-se em seu quarto minguante, deixando somente uma pequena parte à mostra, espiando para ver se toda essa força há tempos represada seria suficiente para romper com os elos de exploração que sofria. Ela que era Maria, agora era MariAna...
No silêncio que há tanto fora sua companheira ela deixou-se derreter, e suas águas rolaram montanha abaixo... tamanha era sua força que céus e terras tremeram. E lá seguia ela e a força de suas ancestrais limpando e varrendo seu corpo abençoado, que por hora dizia CHEGA!
E seus movimentos foram sentidos até a guarda-mor e sua ira era tanta que 2 grãos-mestres foram mortos, não se sabe se pelos movimentos de suas águas turbulentas, consequência de tanta repressão, ou se por medo de enfrentar as consequências de seus atos desumanos... só sabemos que morreram, deixando um legado imundo onde o ter prevalecia o ser....
Ela, seguia seu caminho. Arrastando tudo que via pela frente: casa, carros, árvores e animais, espalhando a lama que cobria seu corpo e por mais que parecesse que MariAna estivesse se vingando, ela somente fluía em sua liberdade, somente deixava as marcas de suas dores aparecerem o que evidenciava a sujeira das ações dele, seja pela exploração, ou pelo mau uso de tudo que outrora ela lhe oferecera, ou por achar-se superior, ou outras ações e motivações que não se sabe.
Marianne, ícone da Revolução Francesa, homenageada em nossa cédula de dinheiro, agora estava coberta de lama, assim, à mostra em todos nos noticiários da TV, nacionais e internacionais... dizem alguns entendidos no assunto que compostos químicos misturados à lama deixarão o solo que tocar infértil, eu tenho minhas dúvidas... MariAna pode ter despertado o poder de sua ancestralidade por onde passou e, o que agora é um caos, é exatamente o campo selvagem onde essa força pode ser manifestada.
Operação Lava-Jato, reparos não realizados pela Vale do Rio Doce, Eduardo Cunha, Impeachment, exploração dos recursos naturais (e financeiros) desenfreadamente e inconsequente, enfim... muita lama que agora escoa pelo território brasileiro.
imagem de Emma Bianchini
E daquela frase “sou brasileiro, não desisto nunca” lá vamos nós levantar, sacudir a poeira, e, do solo aparentemente infértil, reconstruir! Seja participando ativamente dos conselhos e fiscalizando o que rola na política, seja nas ocupações das escolas fechadas pelo governo, seja na criatividade de se re-inventar nas crises!
Re-construir do nada é que se pode criar uma nova realidade, com a experiência de quem já viveu algo que não deu certo!
Sou brasileira, não desisto nunca!

domingo, 15 de novembro de 2015

Danças Circulares para Educadores

Dança Circular na Instituição Madre Teodora em Itu
Educar vai muito além de repassar conceitos técnicos . Temas como pluralidade cultural, interdisplinaridade e transdisciplinaridade, neoliberalismo, jogo e o lúdico, são trabalhados para que a formação de indivíduo tenha um olhar mais crítico e até mais politizado.
As danças circulares podem ser mais uma ferramenta para abordar essas questões, ampliando o repertório de atividades pedagógicas do educador. Mas não só isso, se colocar em roda mudas as relações de pode e controle, uma vez que todos estão equidistantes do centro, ninguém em evidência, todos iguais, então,
"não se trata apenas de uma defesa de um currículo integrado, mas sim de uma análise das relações existentes entre a organização curricular e as estratificações sociais de saberes, pessoas e classes sociais, medidas por relações de poder e controle" Alice Casimiro Lopes.


E porque a educação? "A educação é o modo como as pessoas, as instituições e as sociedades respondem à chegada daqueles que nascem. A educação é a forma com que o mundo recebe os que nascem." Luciana Osteto.
"Mas temos aprendido que a nossa consciência do mundo viabiliza a mutabilidade das realidades. O mundo não é, está sendo. A consciência do nosso estar no mundo é que nos torna seres capazes de intervir no mundo e não de a ele tão só se adaptar. " Adilson de Angelo in Que infância, para que criança? – Nas sendas da história. Daí é necessário refletir, como está o mundo? Numa crescente intolerância e violência, me pergunto será que recebemos bem os que nasceram há alguns anos atrás?
Como mudar essa realidade?

Curso de Dança Circular com professores municipais de Mococa - SP
Dançar em roda, acolher as diferenças, se permitir errar e aprender que não há perfeição no mundo, que hora erramos e somos ajudados, hora ajudamos quem erra ao nosso lado, e que no mundo, não estamos para competir mas para caminharmos juntos, principalmente na hora de construir uma sociedade...

Sempre acreditei que a educação pudesse mudar o mundo!






segunda-feira, 3 de agosto de 2015

E só sei que foi assim ...

E só sei que foi assim ...
Caminho aberto pelas anciãs e pelo Cão Maior, tribo reunida em diversos pontos da cidade, seguimos rumo à Terra de Muita Luz. Claro, sempre com a bênção da vó, e, a primeira refeição no lugar, veio da Santa Teresinha.

 E a chegada é sempre tumultuada, cheio de conversas, abraços, beijos, conheceres e re-conheceres ... lindo demais poder ver o co-operação, lindo demais ver o silenciar da pequena personalidade pelo benefício do todo! A capacidade do ser humano em flexibilizar para que o todo fique em harmonia!

 E assim é a grande roda! Diversas idades, diversas gerações, chamando as 4 RAÇAS, sabendo que somos a mistura delas, o povo do arco-íris, estabelecido na Terra! Dançando pelo JARDIM planetário...

 Caminhamos o propósito, o desafio, a ação, se estabelecer, divulgar, acolher, duvidar, igualar, co-operar, entendemos que somos todos irmãos, que aqui é o melhor lugar ... enfim, espiralar! E, para cada passo dado nessa onda encantada uma virtude adquirida, uma joia lapidada, uma peça da coroa... a coroa que nos liga ao céus... A PONTE!

 E, no dia fora do tempo, onde o tempo é ARTE, a música, a dança, as histórias, o SONHO! E, quantos sonhadores numa única sala! E, pode ser que tenhamos sido rotulados como loucos, lunáticos, irresponsáveis... SIM ... mas, SONHADORES!!! os sonhadores do ENCANTAMENTO do SONHO!

 E, do 12, do círculo perfeito (como os 12 signos e muitos 12 que temos) vem o material para trabalharmos, é no 13 que ESPIRALAMOS! É no 13 que o sagrado e o profano se convergem em CelebreAção. No 13 que ficou a nutrição ao novo, seja pela energia jovem de virar dançando, ou pelo 'abastecer' de quem está no cuidado dos herdeiros da nova terra.

 A dança do SOL anuncia o novo ano, celebrando a VIDA, com bolo, alegria, energia, abraços e muita coisa boa!!! Muitas conversas curadoras e esclarecedoras! Ah, sim ... o Cão Maior veio dar uma olhadinha, conferir se tudo estava certinho para o alvorecer do Ano Novo.

 Enfim ... a era do sacrifício encerra-se, junto com a era de peixes. Quíron, que representa o curador ferido, fez a passagem para que agora, COROADOS possamos assumir nosso lugar e, sermos curadores CURADOS! Sim! Podemos no auto-batizar, como disse João, é o Vento do Espírito Santo que consagra o batismo... e João estava lá, observando e cuidando de tudo.

 Saindo em procissão, guiados pela tríade do feminino (donzela, mãe e anciã) e, pela serpente magnética (onda que estamos). Pegamos a Star Away to Heaven (escada para o céu) e, como já caminhamos um pedaço do caminho, podemos começar do 5o. platô... o meio do caminho, afinal, acessar o sagrado, tem que ser pelo caminho do meio.

 De posse das nossas virtudes, do manto sagrado, aquele que nos protege de toooddoo o mal, entregue pela semente cósmica e com as bênçãos das anciãs que sabiamente instalam o cocar da paz, voltamos para completar nossa jornada. E, se subimos as escadas evocando Nossa Senhora de Aparecida, descemos caminhando em harmonia com a luz de Deus, integrando os 3 aspectos divinos da caminhada.

 Agora falta atravessar a ponte para a Era de Aquário... a PONTE que liga e integra qualquer dualidade, tendo como testemunha LEÃO, o oposto perfeito de Aquário... A PONTE!
Muitas pontes atravessadas nesses dias!

 O que fazer agora? Bom ... agora só nos resta pegar o mundo, ou melhor a ilusão do mundo que criamos, dobrar e colocar na bolsa... porque de baixo tem um linda e maravilhosa tela em branco, essa que serviu de base para nossas coroas!

 E, se tinha alguma coisa faltando, na segunda-feira, na casa da vó, o masculino transcendido e curado abriu as portas do novo tempo! A Nova Canaã chegou! A Nave tá pronta pra decolar! Isis abriu as asas para voar! A convergência harmônica já convergiu! A re-estruturação está feita!

Gratidão imensa pelas pontes! pelo passeio de trem! pela co-operação! pela amorosidade, entrega... pelo ESPIRALAR!

 O alarme soou, tô indo... mas já volto
Eu sei que esqueci detalhes do diário de bordo, muitas foram as sincronias, então, nesse lugar que está restrito somente para quem participou do evento, podemos acrescentar percepções, partilhas, quem sabe montamos o quebra-cabeça

Eu sou Glaucia Shigetomi e assim falei!