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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Karma


Tô vendo algumas falas sobre o 'romper o karma de família' ... bom, o que é karma?
Karma é um padrão de reação, ou seja, se alguém pisar no seu pé dá vontade de gritar, ou de empurrar a pessoa, ou simplesmente fechar os olhos e chorar ... enfim, cada um reage à uma forma à uma ação externa. Karma é isso, é a forma que reagimos à algo que nos acontece, e, pode ser fruto de vivências na infância, intra-uterina, da adolescência, de ontem, de vidas passadas.
E, se temos um padrão que gosta de 'relacionamentos problemas', podemos mudar esse padrão [karma], se temos um histórico familiar de X doença genética, podemos mudar esse padrão kármico também. Como?
Gosto de usar o H´oponopono, olhando nos olhos das pessoas envolvidas pedindo perdão por qualquer problema, dor, erro que eu tenha cometido. Perdoando qualquer problema, dor, erro que tenham me causado. Agradecendo pela imensa demonstração de amor que essa pessoa me dá vindo aqui nessa existência para resolvermos isso, mas, que não é mais necessário vibramos na dor e sim no AMOR e, por isso EU TE AMO!
Mas, o que eu fiz que eu realmente senti um desvencilhar, um rompimento energético [Rsss e confesso que me assustei com o re-arranjo do Universo para que a outra parte fosse girar o karma com outra pessoa, porque eu havia me desligado] foi, primeiramente tomar consciência ... huummm sempre que estamos numa situação que para todos à nossa volta é simples de resolver [e às vezes nem vêm como um problema] mas nos sentimos atordoados, perdidos, cegos pelo emaranhado energético que estamos, com certeza, é uma situação kármica!
Tomando consciência desse karma, do acordo que havia feito, com toda a amorosidade que havia em meu coração rompi esse acordo, disse ao Universo que não queria mais girar aquela situação. Pedi perdão por ter feito esse pedido, e, libertei! e, claro, me libertei também.
Não nego que meu ego sentiu a falta desse vinculo de dor, mas que me dava uma importância na vida de outra pessoa e por isso estávamos presas uma à outra. Não nego que às vezes me culpo por esse vínculo não ter mais 'a mesma importância' que antes, afinal, a sociedade tem esses padrões dos vínculos familiares que nos aprisionam.
Mas me sinto leve para caminhar minhas escolhas, minha vida, meus valores!

Eu sou Glaucia e assim falei!
Por um DNA transcendido!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Tarot 0 - LOUCO



E o LOUCO chega assim meio atrasado, afinal ele é atemporal, não está preso à ordem alguma. Não podemos dizer que é o primeiro ou o último e, por isso muitas vezes é representado pelo número 0, sendo como o coringa do baralho, servindo para substituir uma carta perdida, ele transcendo os padrões implantados e demais convenções sociais.
Nos contos, é Chapeuzinho Vermelho, a criança espiritual em viagem pela estrada iluminada, enviada pela Mãe Terra para encontrar a Avó Sabedoria Universal. Porém, no caminho é tentada pelas fantasias da vida e precisa aprender com os erros e fracassos de suas escolhas, até que esteja pronta para renascer com a ajuda do lenhador, a humanidade, que libera a alma individual e permite-lhe juntar-se à hierarquia espiritual do planeta.
Esse arcano chega para compreendermos os paradoxos das verdades inquestionáveis, por isso não podemos coloca-lo só no início da jornada, uma vez que é a criança espiritual, dotada de todo conhecimento... mas também não podemos coloca-la no final porque ainda é ingênua e se sente atraída pelas fantasias do mundano. É o bobo da corte, o palhaço que diverte os sãos com suas brincadeiras bobas e, ao mesmo tempo é  o sábio que pode transcender sua tristeza gerando alegria.
Dizem que o bobo da corte era o grande conhecedor de todos os segredos da corte, uma vez que era subjulgado ‘bobo’ ninguém tomava cuidado com sua presença ao discutir assuntos secretos e, por isso era ‘sábio’, porém, por ser considerado ‘bobo’ ninguém dava créditos às suas sabedorias.
Como 0, o círculo perfeito, nos remete ao centro de nós mesmos, mesmo que ele não apareça no desenho, sabemos que o centro está lá, o círculo perfeito é o lugar onde todos os pontos da linha estão equidistantes do centro, nos deixando numa posição de igualdade terrena, de harmonia plena. Porém, o círculo limita um espaço, como a jornada que caminhamos. Quando eu vivo um momento imperatriz, sei que logo em seguida viverei um momento imperador, que seguirá com o papa e assim por diante, servindo como um norte da minha caminhada, mas também como uma amarra. E, se finalizamos uma jornada, como o Oroboros, sabemos que um novo início nos aguarda.
O LOUCO não é início de jornada, nem fim. Ele é aquele lugar onde após sentirmos que chegamos, que conquistamos algo, ficamos sem saber para onde ir / o que fazer. O Grande Vazio... portanto, ele não faz parte da jornada e por isso pode ser a chave para transcender a prisão do Oroboros e, deixarmos de girar esse círculo vicioso.
Cair no Grande Vazio é entender que nada existe, nem os arcanos do taro, nem nenhum arquétipo... nem eu e nem você, nem jornada espiritual. Tudo é um grande jogo, uma grande ilusão de separatividade. Cair no Grande Vazio é romper com a Matrix aprisionadora.
Aqui podemos escolher se libertar desses padrões [arquétipos] criados e alimentados por séculos pelo inconsciente coletivo ou continuamos presos neles seguindo a próxima volta na espiral retomando esse novo ciclo no MAGO.
Bom, continuar e girar mais uma volta na jornada dos arcanos a gente já sabe como é, talvez vivenciaremos mais forte um aspecto X de um arcano, talvez outro nos seja tão familiar que nem sentimos. Agora, romper com o ciclo karmico e adentrar o Grande Vazio nos trará uma nova realidade, um re-significar de tudo, uma vez que tudo perde significado. E, talvez, nesse ponto, atingir o que os budistas chamam de corpo de arco-íris e deixar essa dimensão 3D.
Por isso nos dizem que o melhor da jornada espiritual não é chegar e sim curtir o caminho. Estudamos muito para descobrir que nada somos.
Meu conselho? Não se demore no Grande Vazio... se puder, não entre nele. Depois de conhecido a sensação de PAZ profunda, todas as coisas/ações perdem sentido e, retomar a caminhada no mundo de matéria não é fácil.
Eu não atingi o corpo de arco-íris, cheguei no Grande Vazio e fiquei com medo... brava por compreender que não existe um Grande Espírito, não existe um Grande Plano, o Sonho Sagrado ... Eu que havia dedicado minha existência para manifestar o Sonho Sagrado aqui na Terra, um misto de desilusão e de liberdade de não ter que cumprir com um papel. Uma paz profunda por não ter que girar mais a roda kármica porque ela não existe, junto com uma desorientação de não saber qual o próximo passo.
De repente o caminho que trilhava desaparecia na minha frente... leve por não ter mais a obrigação de trilhá-lo, podia contemplar as lindas cores do céu, dos pássaros, as flores, podia correr ou parar ... mas agora, que sentido teria em correr? Ou parar?
Que sentido faria continuar estudando e divulgando os arquétipos se eu acreditava no caminho libertário, se eu queria ser livre porque continuar empodeirando a mente coletiva? Não seria hipocrisia minha continuar os atendimentos para conduzir para uma vida mais livre se havia entendido a prisão que nos colocamos com essas verdades absolutas seja dos arquétipos, do tarot, do 2 depois do 1...
Minhas pazes com o tarot se fez depois de uns 2 ou 3 anos. Entendendo que assim como foi para mim um importante aliado para entender o Grande Vazio, poderia ser para muitos outros.
Afinal, como diz Jamie Sams, depois do Grande Vazio, o mais difícil é retomar o caminho...
Portanto, seguimos!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Tarot 18 - LUA




Dali Deck
A noite cai e com ela chega a escuridão... eis que surge em meio às estrelas [esperança] a LUA. Regente das marés, do nosso corpo que é 70% água. Misteriosa essa luz que brilha no céu, que hora está como uma bola, ora como um fiozinho, e, às vezes não está e, por isso nos assombra.
Como confiar em algo que se mostra mais intensa à noite, e que não é sempre a mesma, essa que vemos brilhar, mas que na verdade esse brilho é emprestado do sol, e essa forte e invisível conexão com as águas (emoções)... seria como um sonho, mais intenso à noite, com uma enorme capacidade de nos trazer sentimentos, emoções e sensações não conseguimos explicar e, que nada é senão um empréstimo da realidade, uma forma do nosso consciente entender as mensagens que o subconsciente nos envia.
Ah! Misteriosa e temida LUA... talvez seja como no conto de Vasalisa, que para conseguir o fogo sagrado, a luz seja necessário entrar na floresta à noite, caminhar até a casa da bruxa para que assim, dentro do nosso subconsciente, ou seja, no submundo, nos lugares escondidos onde podemos ser nós mesmo, onde nossos instintos permanecem intactos à pressão lógica da sociedade... nesse lugar onde as sombras são assustadoras é que possamos vê-la sem que a claridade nos chame a atenção para as cores variadas e, assim, sentarmos com nossas sombras, ouvir seus ensinamentos. Afinal, a ‘casa já caiu’ na TORRE, já apelamos para a ESTRELA cadente um último suspiro... aqui só nos resta aprender com o caranguejo que vive na terra e na água esse caminho do meio.
Entender a flexibilidade da LUA que não permanece estática com uma única forma, ou como a água que pode tomar qualquer forma sem ter uma forma. Como nossa alma, que hoje toma essa forma mas não é esse corpo físico.
E, por isso aqui nos deparamos novamente com os ciclos de nascimento-maturidade-morte, por isso no tarot mitológico essa carta é representada com uma deusa com 3 faces. O que é muito fácil para as mulheres quando falamos do ciclo menstrual (que também é chamado de LUA na América Latina). É um período que se prepara para gerar, nutrindo o útero com sangue fresco. Essa estrutura atinge seu auge no período fértil, quando há um excesso de secreção, hormônios mil sendo liberados, indicando a maturação do útero, ou seja, está pronto para conceber vida... eis que não há óvulo fecundado e o sangue se vai, algumas mulheres sentem dor, se pudessem ficariam deitadas, curtindo o luto que seu útero vive. Encerra-se esse ciclo e, novamente o útero ficará vazio, pronto para recomeçar a se encher de sangue. Esse mistério do nosso corpo nos liga automaticamente
à nossa mãe, avó materna, e todas as mulheres do mundo... num ritual que se repete por muitas vezes em nossa vida e nos une em cumplicidade às dores das cólicas, ao derramamento de sangue que temos que nos deparar e, claro, nos fortalece para encarar nossas mortes com a força contida em nosso ventre.
Por isso é uma carta que nos remete às raízes, à ancestralidade... à Hécate, guardiã do Submundo, deusa da purificação e expiação, tem como poder conceder ou negar pedidos aos humanos. O que ela determina é lei, inclusive para seu pai, Zeus, o deus dos deuses. Hécate nos traz o poder multifacetado dos Céus, Terra e do Submundo e por isso, todas as certezas (céu, sol, lógica) ficam incertas recebendo pelo menos mais 2 possibilidades. Diante de tantos movimentos, de tantas possibilidades o melhor é ir dormir e sonhar! Aproveitar o vasto campo do tudo é possível que o mundo dos sonhos nos oferece.
Aqui, nosso LOUCO se deixa levar por suas emoções e se limpa com suas lágrimas seja pelas dores da Torre seja pela escuridão da noite, ou seja por motivo nenhum, simplesmente a vontade de chorar e lavar a alma. Aqui não temos mais passado, destroçado pelo raio divino, nos restando seguir em rumo ao futuro. Diz a lenda que quando percebemos que não somos nada além de um grande vazio é
quando nos conectamos ao Cosmos, deixando nossa pequena personalidade morrer... somente assim poderemos chegar na luz do sol interior.
1+8 é um 9, o Eremita... fazendo menção à sabedoria já adquirida. Aqui nenhuma muleta será o bastante para nos mostrar o caminho para atravessar essa noite, somente o que está em nossos corações poderá nos guiar. Como todo rito de passagem, é um momento solitário que talvez poucos consigam te entender. Mas, diferente do Eremita que se isola para conseguir se encontrar, na LUA ficamos à paisana durante o dia e à noite damos vazão à o que nosso ser mais necessita.

Que Hécate lhe conduza na travessia desse portal!

Que nas profundezas do seu ser, você tenha um lindo e protegido encontro com sua intuição!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Tarot 17 - Estrela



E a semana da TORRE teve um eclipse... um momento que ficamos no escuro, e desses momentos de escuridão nos surge uma luz no fim do túnel, essa luz chamamos de ESTRELA... a esperança que dias melhores virão, afinal, toda transformação é para que melhoremos.
A ESTRELA é aquele momento que olhamos para o céu, em meio à quebradeira da Torre, e pedimos uma ajuda, rezamos em silêncio para ter as forças necessárias para encarar os rompimentos, encarar nossa construção que fizemos, tijolo por tijolo, ruindo à nossa frente. E, por isso, aqui reconhecemos que existe algo maior, um lei divina que rege nossa vida.
Ontem estávamos conversando sobre “o destino” se ele realmente existe ou se somos livres para escolhermos o que queremos, porque também temos a lei do livre arbítrio e, se somos livres para escolhermos nossas vidas, que sentido existiria nas cartas do tarot? Existiria um mapa nos céus prevendo nossos acontecimentos?
As estrelas são comumente conhecidas como guias, seja como os reis magos que tiveram uma estrela indicando o caminho a percorrer, ou os marinheiros que se norteiam pelas estrelas para navegar os mares. No meu ponto de vista o destino é como um mapa de ruas onde temos um lugar pre-determinado à chegar, mas escolher que caminho percorrer é uma decisão nossa. A Estrela nos indicará o ‘onde’ mas não o ‘como’.
O tarot de Marselha retrata uma jovem nua que aparenta não ter nem ideia de sua nudez, que não a usa com malícia nem esconde suas imperfeições, retratando a ingenuidade que nos levou à cair na torre, e, é através da leveza da criança mágica que podemos nos recompor em meio aos destroços de nossas desconstrução. Aqui temos que reconhecer a diferença entre nossa criança ingênua que morre no processo da torre, a nossa parte que pode ser ludibriada e enganada, dando lugar à inocência da criança mágica que é fluida, leve, espontânea.
Aqui nos encontramos desnudos de nossa pequena personalidade, o que possibilita um contato verdadeiro com nossa essência, com quem somos sem nos importar com o sobrenome tradicional, ou nossa profissão, ou o bairro nobre que moramos. Afinal, se nosso ego morreu na torre, aqui nos resta somente nossa essência. E, é com essa parte espontânea, livre de padrões que temos nossos pedidos atendidos quando rezamos aos deuses de nossa crença.
Nesse estágio recuperamos nosso equilíbrio, aqui a mulher-estrela encontra-se em harmonia com os 4 elementos (terra, água, fogo e ar) retratados na imagem, nesse estágio não há esforço, humildemente a mulher na carta aceita as águas como vem e trabalha com o que lhe cabe nos cântaros. Assim, efetuando, mesmo que pequena, uma mudança no caráter e na corrente de águas que fluem irrigando os campos férteis de nossa psique.
Na mitologia grega, na estrela temos Pandora que, mulher, assim como Eva, se depara com algo proibido, mas impossível de resistir... o conhecimento da realidade da vida humana. Pandora abre a arca e libera uma nuvem negra que se espalha pela humanidade, restando, no fundo da arca a ESPERANÇA. Pandora não necessita atravessar montanhas, ou mares turbulentos em busca da esperança, ela simplesmente está ali, assim como as estrelas estão no céu. Porém, só teremos nosso pedido atendido se o fizermos. Assim é. A fonte está sempre jorrando, basta que façamos um movimento para receber as bênçãos do Mais alto.
Portanto, após toda essa jornada, se faz necessário saber o que se quer. Deixar nosso pedido à postos para lançar aos céus quando uma estrela cadente aparecer. Portanto, coração aberto para guiar os pedidos, olhos atentos para enxergar a estrela.

Boa semana! Cheinha de estrelas no seu céu!